12 de março de 2012

A distribuição de terras pelo Estado à população já foi tentada em 1975. Convêm que a história não se repita desta vez.. (Conclusão)

Continuação do post anterior


11. Se estes assuntos não forem explicados a quem pretende investir, os terrenos não serão devidamente explorados e o investimento não se rentabilizará.

Suspeitamos que face às restrições e aos conhecimentos que a agricultura exige, estas terras serão tendencialmente arrendadas por quem já possui máquinas, ferramentas e explorações latifundiárias em zonas adjacentes. É muito difícil para um pequeno investidor obter os meios e gastar o dinheiro de forma produtiva num terreno que não é dele. E se o senhorio não possuir condições para investir, nomeadamente na captação de água, na transmissão de conhecimento e na gestão das terras por forma a promover economias de escala, dificilmente o pequeno investidor será auxiliado.

Se não se contrariar esta tendência "natural", estas terras servirão tendencialmente quem já é latifundiário, promovendo eventuais fenómenos de injustiça para com os "pequenos" e destruindo o espírito do projecto aquando da sua conceção. A não ser que estejamos enganados quanto ao cariz social desta política.

Tiago Mestre

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